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Adhemas Batista é um designer gráfico que começou sua carreira aos 15 anos de idade. Sendo auto-didata, contou com o apoio e incentivo do seu irmão – que pagou o seu primeiro e único curso de desenho básico e também o deu seu primeiro emprego na área de design – e, dessa forma, explorou aquilo que amava fazer desde criança: arte. Confira a entrevista na íntegra:

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Conte-nos um pouco sobre você e sobre sua infância.

Sou Adhemas Batista, nasci em São Paulo, sou casado e tenho quatro filhos. Sempre sonhei em ser jogador de futebol e sou fanático pelo timão, mas minha paixão por quadrinhos e desenhos animados vem de longa data e desde pequeno era escalado pela professora para fazer os letreiros dos cartazes na cartolina. Qualquer trabalho de escola que envolvesse arte, eu era sempre escolhido primeiro, já não posso falar a mesma coisa na hora de jogar futebol. Sou conhecido pelo meu trabalho que é bem colorido e vibrante e me esforço muito para aperfeiçoá-lo a cada dia.

Como você entrou no mundo da arte?

Prefiro acreditar que o mundo da arte entrou em mim, pois quando eu percebi o que estava acontecendo eu já tinha alguns anos de carreira, eu realmente não sabia onde estava me enfiando. Fui aprendendo as coisas conforme elas aconteciam com muita dedicação, erros e acertos. Mas sempre tive algo muito claro na minha mente, minha paixão é desenhar, não importa as curvas que a vida me trás, eu sei onde eu quero estar e sou muito feliz por poder viver e construir uma família com a minha arte.

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Com quantos anos começou a se interessar por design?

Meu interesse por desenho vem desde pequeno, fazendo rabiscos no caderno da escola. Mas engraçado que como essa palavra muda de sentido em inglês e eu comecei a me interessar por design gráfico na primeira vez que mexi com um computador e em pouco tempo fiz um logotipo para meu irmão no Paintbrush do Windows 93 em 1994, desde então despertou-se meu interesse.

Você começou a trabalhar na área com 15 anos. Como foi essa experiência e você acha que a idade importa ao começar uma carreira?

Acho que não poderia ter sido melhor se fosse de outra forma, pois eu agarrei minha única oportunidade e não larguei mais, com 15 anos de idade ainda passa muita besteira na cabeça de um adolescente, mas eu sempre fui muito responsável comigo mesmo e fiz o melhor dentro das minhas condições.

Acredito que a idade que você começa não influencia não, desde que você tenha dedicação e amor pelo que faz. Meu caminho me permitiu trabalhar cedo e eu acumulei experiência bastante rápido, mas, para os meus filhos, eu pretendo incentivar eles a fazer o processo mais comum, ir para faculdade, aprender e depois ingressar em uma carreira. Tudo depende de ocasião e oportunidade.

Quais são suas principais influências e inspirações?

Acho que a cultura urbana de São Paulo, minha infância com os quadrinhos e especialmente o artesanato do nordeste me influenciaram muito neste estilo colorido e forte; meus pais são nordestinos e sempre fui muito próximo da cultura do norte que também é uma inspiração para mim. Hoje eu gosto muito de temas urbanos ligados a cultura e atitude jovem, ornamentos e tipografia. Tenho procurado também mais agressividade visual no meu trabalho e justamente por isso estou mais interessado novamente por quadrinhos e mangá japonês.

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Por qual motivo você nomeia seu trabalho como “selling collors”?

Na época que a grande sacada era lançar portfolios para ser “linkado” nos blogs de design, eu procurava algo que definisse melhor o que eu fazia e me diferencia-se no mercado. Exercendo muitas funções, desde diretor de arte, designer e ilustrador eu não queria usar todos esses títulos então cheguei à conclusão que meu diferencial era o fato do meu trabalho ser todo colorido não importa a função que eu tinha exercido, resolvi criar esse “slogan” e pegou, virando até a maneira como me anunciam mundo afora quando dou palestras ou em eventos, como “O vendedor de Cores”. Hoje eu já tenho registrada essa marca “I’m Selling Colors” sendo um trademark oficial.

Qual é a importância das cores em ilustrações para você?

Eu tenho paixão por imagens com muitas cores, também sempre tive uma facilidade enorme para combinar paletas e fazer imagens bem coloridas, são de total importância. Muitos clientes me procuram pelo trabalho colorido e isso é gratificante.

Você já ganhou diversos prêmios. O que eles acrescentam em sua carreira e qual o sentimento de ter sido premiado tantas vezes?

Sou muito feliz por ter conquistado o reconhecimento que consegui, acredito que premiações são importantes, ajudam na auto-estima e auto-confiança, além de serem parâmetros que a industria requer, servem para projetar a carreira e facilitar na aquisição de clientes e novos negócios. No meu caso me serviu muito para projetar minha carreira e inclusive na mudança para os Estados Unidos. Mas ainda acho pouco, tenho um extenso caminho para percorrer pela frente e muita coisa para conquistar.

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Você nasceu em São Paulo. Acha que isso influenciou algo em sua vida e em sua carreira?

São Paulo tem uma energia muito forte para trabalhar e me influenciou bastante com certeza, me formou como profissional e me ensinou a lutar. Já fui um grande workaholic devido a cidade de São Paulo, que até certo ponto quase me consumiu pelo stress mas que hoje sou grato por ela por ser um profissional independente disciplinado pela maneira com que estava acostumado a viver em São Paulo e isso se tornou fundamental para eu me firmar em Los Angeles.

Por que resolveu mudar para os Estados Unidos e qual foi o efeito disso em sua vida profissional?

Eu tenho origens na área de internet, designs de website, campanhas de web e na metade da década passada rolou um grande movimento de profissionais dessa área deixando o país especialmente mudando para os Estados Unidos.

Resolvi mudar também e aprender inglês. Foi e tem sido uma experiência fantástica, eu já estou há mais de seis anos em Los Angeles sendo mais de quatro anos trabalhando independentemente, sou fluente em inglês e com isso eu consigo atender clientes de todas as partes do planeta além de ter aprendido bastante trabalhando com marcas globais.

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Como você começa a desenvolver um projeto para empresas grandes e muito reconhecidas como Havaianas, Hellmans, Coca-Cola, Nike, entre outras? Você se sente com muita responsabilidade ou hoje em dia sabe lidar bem com isso?

Em algum momento no passado eu posso até ter pensado assim, mas hoje em dia não pode existir diferença entre a responsabilidade de trabalhar com uma marca grande ou uma pequena, não importa o tamanho, desde que esta marca/empresa me respeite como profissional e cumpra o combinado o trabalho precisa ser encarado com o mesmo profissionalismo e responsabilidade. Acho que hoje em dia estou acostumado a grandes marcas inclusive globais e já sei alguns atalhos que facilitam minha vida.

Quais conselhos você daria para pessoas que desejam desenvolver a criatividade?

Criatividade não vem no vento, é algo que precisa de muito trabalho e prática. Talento somente não é suficiente, conheço gente talentosa que não consegue desenvolver, acho que precisa de dedicação, auto-confiança e muito esforço. Eu não costumo discordar de ditados populares não, e têm um que diz “Deus ajuda quem cedo madruga”. Não tenho crenças religiosas, mas o ditado é simples de entender.

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Maiores informações: Adhemas Batista

 

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