A história de Billy Name, o homem que iluminou a Factory, com o Brasil e fotos inéditas feitas por ele

Billy Name morreu na última segunda-feira, 18, aos 76 anos, no estado de Nova York, onde morava, enquanto dormia. Fotógrafo que capturou como ninguém cada momento da Factory, o mítico estúdio e ateliê de Andy Warhol, estreitou sua relação com o universo das artes brasileira no começo desta década, mais precisamente em 2013, quando entrevista e obras do artista foram publicadas na segunda edição do Manipresto, publicação independente criada pela Plataforma91 em parceria com o estúdio 20.87 que dissemina ideias de artes plásticas, design, arquitetura, música e urbanismo. Esta edição do Manipresto, inclusive, circulou com uma serigrafia autorizada pelo artista.

A entrevista exclusiva foi concedida por Billy em sua casa em Poughkeepsie, no Estado de Nova York. A visita e a publicação da entrevista abriram caminho para a primeira exposição das obras de Billy no Brasil, em julho 2013, na Plataforma91. A exposição “Billy Name: The Silver Era at The Factory”, apresentou ao Brasil pela primeira vez 25 serigrafias manuais do artista, que retratam alguns dos maiores ícones da era do pop, como Nico, Bob Dylan, Edie Sedgwick, Candy Darling, Baby Jane Holzer, Joe Dallesandro e Gerard Malanga, entre outros. A curadora da exposição, Duda Porto de Souza, relembra o primeiro encontro que teve com ele para seleção destas imagens: “sua voz suave, seu sorriso doce e sua capacidade de relatar os tempos áureos da Factory com toda a sua dimensão, sem nenhuma espécie de saudosismo, transparecem a magnitude de sua influência. Vale lembrarmos aqui o significado da palavra deslumbre: ofuscar, turvar a vista de alguém. Billy fazia o oposto, iluminando o cenário de sua época, sem nenhum tipo de deslumbramento”, conta.

Outra exposição com obras do artista aconteceu no Brasil, desta vez em junho de 2015, na Micasa, em São Paulo, com material produzido no Brasil, pela Plataforma91. “Tanto para a primeira exposição quanto para a segunda, o próprio Billy ajudou a selecionar as imagens que mais haviam marcado sua vida”, conta Abidiel Vicente, que assina o conteúdo e a edição de arte do Manipresto ao lado de Houssein Jarouche.

Na noite de sua morte, 18 de julho de 2016, a revista Interview, fundada por Warhol em 1969, publicou as palavras de um bilhete deixado por Billy para Warhol: “Eu fui embora. E deixei um recado na porta deles. ‘Querido Andy, não estou mais aqui, mas estou bem realmente. Com amor, Billy”.

Como homenagem ao artista, o Manipresto divulga algumas das imagens de Billy Name, abaixo.

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