A fantasia do livro “O Reino de Zália”

Luly Trigo é formada em cinema, especialista em roteiro pela New York Film Academy e sempre foi apaixonada por literatura. Em seu novo livro, lançado no sábado (20/10), O Reino de Zália é seu primeiro livro de fantasia. E conta a história de uma princesa se vê obrigada a assumir o governo do país em meio a revoltas populares, intrigas políticas, conflitos familiares e romances arrebatadores. Como não se entregar na aventura dessa história.

Por ser a segunda filha, a princesa Zália sempre esteve afastada dos conflitos da monarquia de Galdino, um arquipélago tropical. Desde pequena ela estuda em um colégio interno, onde conheceu seus três melhores amigos, e sonha em seguir sua paixão pela fotografia.

Tudo muda quando Victor, o príncipe herdeiro, sofre um atentado. Zália retorna ao palácio e, antes que possa superar a perda do irmão, precisa assumir o posto de regente e dar continuidade ao governo do pai. Porém, quanto mais se aproxima do povo, mais ela começa a questionar as decisões do rei e a dar ouvidos à Resistência, um grupo que lidera revoltas por todo o país. Para complicar a situação, Zália está com o coração dividido: ela ainda nutre sentimentos por um amor do passado, mas começa a se abrir para um novo romance.

Agora, comprometida com um cargo que nunca desejou, Zália terá de descobrir em quem pode confiar — e que tipo de rainha quer se tornar.

Luly conta que a idéia do livro nasceu da mistura de duas referências, uma positiva e uma negativa. “A primeira foi The Crown, seriado da Netflix que conta a história da rainha da Inglaterra e que sou complemente viciada. Não só por ser uma série incrivelmente bem feita, mas também por contar a verdade sobre o que é ser uma rainha e como esse é um trabalho árduo, que ninguém que conhece deseja. A gente cresce com histórias de contos de fada, achando que ser princesa é a melhor coisa do mundo e o seriado mostra exatamente o contrário e isso me deixou maravilhada”, conta. Já a segunda foi Reign “que conta a história da rainha da Escócia, Mary Stuart, ainda adolescente, mas ao contrário de The Crown, mostra a vida na corte com o embelezamento que já estamos acostumados e cheio de enrolações desinteressantes. Eu desisti da série, mas fiquei com algumas questões na cabeça: como seria assumir de repente um trono, ainda adolescente, com sonhos diferentes da coroa? E principalmente, lidar com assuntos que nunca lhe foram ensinados, tendo que encará-los pelos olhos dos outros e formar sua própria opinião sem saber em qual dos lados da história confiar? Acho que a ideia veio principalmente daí, as outras peças foram se encaixando aos poucos”, diz.

Você já viu essas duas séries? Garanto que são boas indicações. Além disso, Luly contou que essa semente, dos seriados, fora plantada em setembro ou outubro de 2017. “Quando assisti Reign e a ideia foi cozinhando aos pouquinhos. Lembro-me de começar a aprofundar mais nas questões políticas da história no Natal, voltando de carro de Juiz de Fora. Viagens de carro são sempre muito produtivas para mim. (Risos) Ótimo momento para ter ideias ou desenvolver alguma já existente. Passei mais dois meses trabalhando nela mentalmente, enquanto tinha outras prioridades.” E ai tudo aconteceu:  ”

Sentei, finalmente, para escrevê-la na terceira semana de Março e entreguei para a minha editora no final da primeira semana de Abril. O livro não estava 100% pronto, é claro (nunca está), mas entreguei mesmo assim. Gosto de trabalhar dessa forma. Colocar tudo no papel de uma só vez, como um mergulho e quando volto a superfície, preciso tirar “férias” da história. Esquecer dela completamente. Então encaminhei para a editora e a partir daí começamos a trabalhar na preparação. Mudando radicalmente alguns pontos e aperfeiçoando outros. É um trabalho que eu adoro, porque é quando trabalho em equipe, quando tem mais de uma visão para aquela história. Acho que o arquivo passou por umas quatro mãos na Editora durante a preparação e voltou pra mim duas vezes. A partir daí focamos nas revisões, que são sempre muito necessárias para não deixarmos erros passarem e demos o “ok” final no final de Junho ou início de Julho. E assim ficou pronto “O reino de Zália”.

Com uma diagramação adorável, as páginas são amareladas e o espaçamento é bom o suficiente para ler o livro em poucas horas. Os capítulos são bem divididos e existe até mensagens de textos no estilo em que conhecemos. A capa tem um tom de azul lindo e o vestido da Zália tem flores bordadas que parecem muito reais.

O que a autora espera do público? “Espero que o livro faça os leitores refletirem um pouco mais sobre política, sobre a importância de pensar no outro, se preocupar com a necessidade das minorias e pensar em um país para todos e não só para poucos. A resposta que busco talvez seja melhores escolhas nas próximas eleições. (Risos) Brincadeira. Isso seria ótimo, mas minha ambição sempre é entreter o leitor. ”

Garanto que você vai sentir isso ao ler esta obra. (<3)

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