A evolução constante do fotógrafo Luiz Moreira

Paulistano do Jardim Ângela, ex-modelo na juventude que passou de retratado a fotógrafo de editoriais de moda e formado em Comunicação Social, Moreira decidiu trilhar a descoberta da linguagem fotográfica há três anos. “Minha maior motivação ocorreu quando percebi que poderia ser feliz trabalhando como fotógrafo e que, de fato, sentia muito bem quando estava com uma câmera nas mãos”, conta Luiz, Hoje com 28 anos de idade – e após participar de um coletivo de artistas na Gabriel Wickbold Studio; Gallery e ter um trabalho exposto na SP Arte 2018 (pela mesma galeria), o fotógrafo diz que suas imagens são fruto de sua inquietação quanto às relações humanas, como a do homem com a natureza e com seu próprio espaço e o mais atemporal dos dilemas, a dicotomia da sobrevivência, seja da natureza e do meio ambiente, seja de sociedades inteiras.

Foram dois anos de captação de imagens e tratamentos. O curador da exposição que é fotógrafo e galerista Gabriel Wickbold conta que o projeto do Luiz chamou sua atenção pela textura e fotografia vibrantes, assim como a forma com que o olhar dele buscava captar texturas e formatos imagéticos. “Foi aí que ele me cativou. Além disso, delimitar a temática a uma viagem, no caso Portugal, permitiu-me exercitar uma curadoria focada em um lugar só e na relação desse local com seus moradores e suas rotinas de vida e trabalho”, afirma Wickbold.

Sobre sua experiência com a fotografia, Luiz conta que “é um trabalho que me permite uma evolução constante como ser humano. Sempre estou em contato com  diferentes pessoas, países e culturas, algo extremamente enriquecedor. Graças a essas experiências, percebo que minha conexão com pessoas e cenários fica cada vez mais intensa. Gosto de sentir isso e acabo abrindo minha mente para notar a sensibilidade desses momentos”, afirma.

Allex Colontônio, jornalista e autor da resenha analítica sobre o conjunto das 19 imagens expostas reflete:

“Dramáticas em seu p&b de apelo histórico impresso em papel algodão superdimensionado, para operar quase que como um grande portal para o observador, que se projeta na imagem por conta de sua textura e hiperrealismo sem qualquer interferência póstuma, as fotografias transbordam do impacto estético de belos landscapes e outros recortes oníricos de um cotidiano aparentemente frugal. Não se trata de fotojornalismo documental, já que Moreira não condiciona situações, não persegue o caos, as passeatas, os movimentos migratórios, as zonas de confito ou tampouco explora a miséria. Embora bastante crítica, sua arte, erigida da beleza da banalidade, procura sorver o extraordinário do ordinário – um dos exercícios mais complexos da fotografia contemporânea.”

Sobre suas expectativas para os planos futuros, ele conta que pretende tornar essa série “Porta do Mar” itinerante pelo Brasil e até levar para outros países, dando continuidade a novos projetos.

Você ainda pode conferir a exposição que fica aberta até o dia 20 de agosto na Rua Lourenço de Almeida, 167, de segunda a sexta, das 10h às 18h; aos sábados, das 11h às 17h.

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